Provérbios 3:5-6, por inteiro
Folha das perguntas e respostas
Um leitor de Provérbios contou que carregou estes versículos por vinte anos como quem carrega um ditado — até o ano em que precisou vender a casa dos pais e descobriu que o ditado era, na verdade, uma instrução com etapas. Esta folha guarda o texto completo, o resumo do que ele pede e as perguntas que mais aparecem.
O resumo em uma anotação
Provérbios 3:5-6 pede uma mudança de direção, não uma mudança de inteligência: apoie o peso das suas decisões na sabedoria, no poder e na bondade de Deus, e não na sua própria leitura da situação; traga-o para dentro de cada escolha por meio da oração; e receba a promessa anexa — um caminho que ele mesmo dirige e mantém seguro.
O texto, em quatro recortes
Sete perguntas, sete respostas
O que Provérbios 3:5-6 realmente pede?
Uma mudança de apoio, não de inteligência. Matthew Henry situa os versículos dentro
de um capítulo escrito, segundo ele, tanto com argumentos para nos persuadir a ser
religiosos quanto com orientações para isso
— e estas duas linhas estão entre as
orientações. O versículo 5 pede que você ponha o peso de uma decisão no caráter de Deus;
o versículo 6 pede que você o diga, em voz alta, em oração, antes e durante a escolha, e
não depois dela.
O que significa apoiar-se no próprio entendimento?
Não é pensar; é descansar o próprio peso sobre o que se pensa. Henry trata a falha
como uma atitude, e não como um erro intelectual, e a nomeia com clareza dois versículos
adiante: a presunção da nossa própria sabedoria
— a suposição consolidada de que
você se basta. O teste é simples: quando a sua análise e a instrução revelada de Deus
discordam, qual das duas cede? O apoiar-se aparece nessa resposta, não na quantidade de
raciocínio.
Esta passagem manda parar de planejar?
Não. A leitura que Henry faz do versículo 6 mantém o planejamento e lhe acrescenta
duas condições. Antes de se comprometer, você examina o plano moralmente — não
projetar nada senão aquilo que temos certeza de ser lícito
— e depois entrega o
resultado em vez de presumi-lo: Devemos pedir a ele o êxito
. O planejamento
permanece; o que se abre mão é da garantia. Faça as duas perguntas a cada plano: é
lícito, e de quem é o desfecho?
Basta orar quando a decisão é difícil?
Henry acha que isso quase não conta. Consultar a Deus quando se está sem saída é
instinto, não devoção: quando não sabemos o que fazer, não é mérito nosso ter os
olhos postos nele
. O padrão dele estende o hábito aos casos fáceis, quando você já
sabe o que pretende fazer e ainda assim pergunta. É aí que reconhecer a Deus deixa de
ser um recurso de emergência e passa a ser um relacionamento.
O que exatamente Deus promete em troca?
Direção, e um desfecho com o qual se pode viver — mas Henry define o segundo com
cuidado. Deus ordena os acontecimentos de modo que saiam conforme o desejo do crente,
ou (o que é equivalente) para o bem dele
. Esse parêntese é o ponto inteiro:
quando o resultado que você queria e o resultado que lhe faz bem não coincidem, Henry
diz que Deus está comprometido com o segundo. A promessa é real; apenas não é uma
promessa de preferência.
O capítulo inteiro dá o contexto destas sete respostas.
Leia Provérbios 3 inteiro no App da BíbliaComo reconhecer a Deus quando tudo vai bem?
Nomeando-o como autor disso. Henry não restringe o versículo 6 aos caminhos difíceis;
inclui também os agradáveis — em todos os nossos caminhos que se mostram diretos,
favoráveis e agradáveis, nos quais alcançamos o nosso objetivo a contento
— e ali
pede gratidão. O sucesso é a metade mais difícil do mandamento, porque nada num bom
resultado o obriga a olhar para cima. A gratidão é a confiança praticada com tempo
bom.
Como a confiança se liga ao restante de Provérbios 3?
Pelo conhecimento e pelo afeto, nessa ordem. O capítulo começa pedindo que a lei de
Deus seja conhecida antes de poder ser lembrada — não se pode dizer que esquecemos
aquilo que nunca conhecemos
— e promete ao leitor obediente crescimento, e não
apenas alívio: Grande e crescente paz têm os que amam a lei
. A confiança, na
leitura de Henry, não é um salto no escuro; é o que o amor informado faz com uma
decisão.
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